Vida e carreira
Casado com Franciska de Fátima Cavalcanti, Marcos Pontes tem dois filhos e seus
hobbies são
musculação,
futebol,
violão,
piano,
desenhar e fazer
pinturas em
aquarela. Além destes hobbies, também de dedica ao
radioamadorismo. Seu prefixo como
radioamador é PY0AEB Seus pais Virgílio e Zuleika Pontes, moravam em
Bauru. Foi piloto de caça da
FAB, chegando ao posto de
tenente-coronel.
Formou-se no
Colégio Liceu Noroeste, em
Bauru,
estado de
São Paulo, no ano de
1980. Em
1984, recebeu o
bacharelado em tecnologia aeronáutica da
Academia da Força Aérea (AFA), localizada em
Pirassununga,
São Paulo. Em
1989, Pontes iniciou o curso de
engenharia aeronáutica no
Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em
São José dos Campos,
São Paulo, recebendo o título de
engenheiro em
1993. Em
1998, Pontes tornou-se
mestre em
engenharia de sistemas pela
Naval Postgraduate School, localizada em
Monterrey,
Califórnia.
Foi agraciado com a
Medalha Santos Dumont e com a
Medalha de Ouro Yuri Gagarin, pela
Federação Aeronáutica Internacional.
[1]
Como piloto da
FAB possui mais de 1.900 horas de vôo
[2] em mais de vinte modelos de jatos da frota da
FAB[3].
[editar] Ingresso no programa espacial
Em
junho de
1998, foi selecionado para o programa espacial da
NASA, para a candidatura a que o país tinha direito no programa espacial do governo
estadunidense, pelo fato de integrar o esforço multinacional de construção da
Estação Espacial Internacional.
Iniciou o treinamento obrigatório em
agosto daquele ano no
Centro Espacial Lyndon Johnson, em
Houston. Em
dezembro de
2000, ao concluir o curso, foi declarado oficialmente "astronauta da NASA".
Seu voo inaugural fora originalmente marcado para o ano de
2001, como parte da construção da
Estação Espacial Internacional. Mais especificamente, o objetivo da missão seria transportar e instalar o
módulo construído no Brasil (conhecido como "Express Pallet"). Problemas orçamentários da
NASA forçaram, no entanto, o adiamento da missão para o ano de
2003. Ao se aproximar a data, persistentes problemas financeiros indicavam novo adiamento, mas o acidente que resultou na destruição do
ônibus espacial Columbia, em
fevereiro de
2003, suspendeu todos os vôos da
NASA por tempo indeterminado.
[editar] Missão Centenário
Em
18 de Outubro de
2005, a
Agência Espacial Brasileira (AEB) e a
Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos) assinaram um acordo que possibilitou a realização da primeira missão espacial tripulada brasileira, batizada como
"Missão Centenário", em referência à comemoração dos cem anos do voo de Santos Dumont. A tripulação composta por Pontes,
Jeffrey Williams, astronauta estadunidense e o russo
Pavel Vinogradov, comandante da missão, decolou no dia
29 de março de
2006, às 23h30 (horário no Brasil), no
Centro de Lançamento de Baikonur, no
Cazaquistão.
[4] Eles seguiram, na nave Soyuz TMA-8, para a
Estação Espacial Internacional, levando 15 quilos de carga da Agência Espacial Brasileira, incluindo oito experimentos científicos criados por universidades e centros de pesquisas brasileiros. A missão, realizada com sucesso, teve duração de 10 dias, sendo dois dias a bordo da Soyuz e oito na ISS.
- Missão
- Idealização, Definição Geral e Responsável Legal:
Agência Espacial Brasileira (AEB)
- Conteúdo Técnico-Científico e Coordenação Geral:
Gerência do Programa ISS da AEB
- Criação, Preparação e Análise de Experimentos:
Universidades, Centros de Pesquisas, INPE
- Tripulação Escalada pela AEB:
1) Marcos Cesar Pontes –
Brasil 2)
Sergei Volkov –
Russo (backup)
- Objetivos
- Fomentar Pesquisas em Microgravidade no Brasil
- Divulgar o Programa Espacial
- Homenagem a Santos Dumont
- Motivar futuro do Programa – Recursos Humanos
[editar] Retorno ao Brasil
Em
19 de outubro de 2009, na abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
Foto:Wilson Dias/ABr.
No dia
20 de abril, Pontes foi homenageado na cidade de
Brasília em solenidade da
Agência Espacial Brasileira (AEB). recebendo do presidente
Luís Inácio Lula da Silva a condecoração da
Ordem Nacional do Mérito.
Em
21 de abril de
2006, retornou à sua cidade natal no interior do
Estado de São Paulo,
Bauru e foi recebido como herói, por um público de mais de 5 mil pessoas, com direito à apresentação da
Esquadrilha da Fumaça. Posteriormente participou de uma carreata no topo de um veículo do
corpo de bombeiros, além de realizar uma palestra no Teatro Municipal.
Após seu retorno, solicitou a reserva da
FAB, mas ainda trabalha para o
Programa Espacial Brasileiro. Ele continua com as suas atividades no
Centro Espacial Johnson, em
Houston, Texas, e está à disposição para futuros voos espaciais brasileiros.
Em
18 de maio de
2006, de acordo com o
Diário Oficial da União, foi publicada sua transferência para a reserva remunerada da
FAB.
Sua viagem à ISS custou aos cofres públicos cerca de 40 milhões de reais, entre pagamento da viagem e oito anos de treinamento na
NASA. Em seu blog pessoal, Marcos Pontes rebateu vários desses questionamentos
[5] explicando que a saída da
Aeronáutica foi decidida em comum acordo com a corporação: "Do meu lado, porque, durante os oito anos em que passei na NASA treinando para minha missão, perdi uma série de cursos obrigatórios para oficiais de carreira. (...) Do lado da FAB porque a minha atuação em prol do programa espacial poderia ser muito mais efetiva se eu estivesse desligado da Aeronáutica".
[editar] Primeiro brasileiro no espaço
Em
29 de março de
2006, Marcos Pontes tornou-se o primeiro brasileiro e quinto
latino-americano a ir ao Espaço. Os latino-americanos que já estiveram no Espaço:
Além destes, o
argentino naturalizado americano
Fernando Caldeiro chegou a ser escolhido como astronauta, mas morreu em
2009, sem ter participado de qualquer missão espacial.
(fonte:Wikipedia.)