domingo, 7 de agosto de 2011

destaque do mês Carl Sagan

Carl Sagan

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Carl Sagan
Carl Sagan
Nascimento9 de Novembro de 1934
Brooklyn, Nova York
Morte20 de dezembro de 1996 (62 anos)
Seattle, Washington, U.S.
ResidênciaEstados Unidos[1]
NacionalidadeAmericano
Campo(s)Astronomia e Cosmologia
InstituiçõesUniversidade de Cornell
Universidade de Harvard
Alma materUniversidade de Chicago
Conhecido(a) porA Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI)
Cosmos: Uma viagem pessoal
Cosmos (livro)
Voyager Golden Record
Placa Pioneer
Contato (livro)
Pálido ponto azul (livro)
Prêmio(s)Medalha Oersted (1990)
NASA Distinguished Public Service Medal (duas vezes)
Prêmio Pulitzer por Os Dragões do Éden (1978)
Academia Nacional de Ciências Public Welfare Medal (1994)
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos[2].
Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Morreu aos 62 anos, de câncer, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).

Índice

[esconder]

[editar] Obra

Com sua formação multidisciplinar, Sagan foi o autor de obras como Cosmos[3] (que foi transformada em uma premiada série de televisão), Os Dragões do Éden (pelo qual recebeu o prêmio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul e O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro.
Escreveu ainda o romance de ficção científica Contato, que foi levado para as telas de cinema, posteriormente a sua morte. Sua última obra, Bilhões e Bilhões, foi publicada postumamente por sua esposa e colaboradora Ann Druyan e consiste, fundamentalmente, numa compilação de artigos inéditos escritos por Sagan, tendo um capítulo sido escrito por ele enquanto se encontrava no hospital. Recentemente foi publicado no Brasil mais um livro sobre Sagan, Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus, que é uma coletânea de suas palestras sobre teologia natural.
Isaac Asimov descreveu Sagan como uma das duas pessoas que ele encontrou cujo intelecto ultrapassava o dele próprio. O outro, disse ele, foi o cientista de computadores e perito em inteligência artificial Marvin Minsky.
Foi professor de astronomia e ciências espaciais na Cornell University e professor visitante no Laboratório de Propulsão a Jato do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Criou a Sociedade Planetária e promoveu o SETI.

[editar] Trabalho científico

Sagan e o modelo da sonda Viking enviada a Marte.
Carl Sagan teve um papel significativo no programa espacial americano desde o seu início. Foi consultor e conselheiro da NASA desde os anos 1950[2], trabalhou com os astronautas do Projeto Apollo[2] antes de suas idas à Lua, e chefiou os projetos da Mariner e Viking, pioneiras na exploração do sistema solar que permitiram obter importantes informações sobre Vênus e Marte. Participou também das missões Voyager e da sonda Galileu. Foi decisivo na explicação do efeito estufa em Vênus e o descobrimento das altas temperaturas do planeta, na explicação das mudanças sazonais da atmosfera de Marte e na descoberta das moléculas orgânicas em Titã, satélite de Saturno. Ele também foi um dos maiores divulgadores da ciência de todos os tempos ao apresentar a série Cosmos em 1980.

[editar] Premiações

Recebeu diversos prêmios e homenagens de diversos centros de pesquisas e entidades ligadas à astronomia, inclusive o maior prêmio científico das Américas, o prêmio da Academia Nacional de Ciências (no caso, o Public Welfare Medal). Recebeu também 22 títulos honoris causa de universidades americanas, medalhas da NASA por Excepcionais Feitos Científicos, por Feitos no Programa Apollo e duas vezes a Distinção por Serviços Públicos. O Prêmio de Astronáutica John F.Kennedy da Sociedade Astronáutica Norte-Americana. O Prêmio de Beneficência Pública por “distintas contribuições para o bem estar da humanidade”. Medalha Tsiolkovsky da Federação Cosmonáutica Soviética. O Prêmio Masursky da Sociedade Astronômica Norte-Americana. O prêmio Pulitzer de literatura, em 1978, por seu livro Os Dragões do Éden e o prêmio Emmy, por sua série Cosmos. Em homenagem, o asteróide 2709 Sagan leva hoje seu nome.

[editar] Carl Sagan por Ann Druyan

No décimo aniversário do falecimento de Carl Sagan, esta nota foi publicada em seu site oficial:
Cquote1.svgÉ provável que, se você veio aqui para se juntar a mim em um ato de recordação neste décimo aniversário da morte de Carl, você já conheça bem as numerosas realizações científicas e culturais do homem. É provável que você saiba que ele desempenhou um papel principal na exploração de nosso sistema solar, que ele acrescentou algo a nosso conhecimento das atmosferas de Vênus, Marte e Terra, que ele abriu caminho a novos ramos de investigação científica, que ele atraiu mais pessoas ao empreendimento científico que talvez qualquer outro ser humano e que ele era um cidadão consciencioso tanto da Terra como do cosmo. Talvez você seja um dos muitos que foram levemente empurrados a uma trajetória de vida diferente pela atração gravitacional de algo que ele disse ou escreveu ou sonhou. Em minha estimativa parcial, ele era uma figura histórica mundial que nos incentivou a deixar a espiritualidade geocêntrica, narcisista, “sobrenatural” de nossa infância e abraçar a vastidão — amadurecer ao tomar as revelações da revolução científica moderna de coração.Cquote2.svg

[editar] Publicações

[editar] Ver também

Referências

  1. ↑ Sagan, Carl. Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space. 1st ed. New York: Random House, 1994. ISBN 0-679-43841-6
  2. ↑ a b c Carl Sagan (1934 - 1996) (em português). Página visitada em 10 de dezembro de 2010.
  3. ↑ Mega Biografia - Carl Sagan (em português). Página visitada em 10 de dezembro de 2010.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

ASTRONOTÍCIAS

Chuva de meteoros poderá ser observada nesta semana
Fenômeno será visualizado com mais facilidade no hemisfério Sul, onde até 60 meteoros poderão cair a cada hora
Foto: Nasa
A chuva de meteoros é resultado do rastro de detritos deixado pelo cometa Halley
A partir da noite de quinta-feira (5) será possível ver no céu uma chuva de meteoros a olhos nus. O fenômeno é provocado pelos detritos do cometa Halley, que passa pelo sistema solar a cada 76 anos, tendo sido a última aparição em 1986. Embora a passagem do cometa seja uma raridade a chuva de meteoros é um espetáculo que acontece todos os anos, justamente quando o planeta passa por uma nuvem de detritos deixada por ele. De acordo com a agência espacial americana, nos momentos de maior intensidade, a chuva poderá ter de 40 a 60 meteoros caindo por hora.

“A Terra está atravessando esta nuvem de partículas desde 21 de abril até 12 de maio, mas as próximas noites serão os momentos de maior intensidade do fenômeno”, o diretor do Planetário do Ibirapuera, João Paulo Delicato. “Ela ocorre de forma irregular, não é algo que acontece de uma só vez e de uma hora para outra”.
Neste ano, a observação será privilegiada no hemisfério Sul, por causa do ângulo de inclinação da Terra, e atingirá o pico entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta-feira (6). A lua nova, que deixa o céu mais escuro, é outro fator que vai favorecer a visualização dos meteoros.
“Embora o cometa de Halley esteja muito longe e não vá retornar para perto da Terra até 2061, ele nos brinda com uma chuva de meteoros duas vezes por ano quando o nosso planeta passa pela nuvem de detritos”, disse o astrônomo da NASA Bill Cooke em um comunicado.
Leia mais:

Em maio ocorre a Eta Aquarida e em outubro a Orionídea. As chuvas recebem estes nomes por causa das constelações de Aquarius e Orion, de onde o chamado radiante de meteoros parece surgir. “Parece que a chuva vem destas constelações, mas na verdade ela está apenas na direção delas”, disse Delicato.
O astrônomo afirma que em todo o Brasil será possível observar a chuva de meteoros, com maior visualização em áreas com pouca iluminação. Ele indica que o melhor horário para observar o fenômeno é às 4 horas da manhã, horário em que a constelação Eta Aquarida (a direção das chuvas de meteoro) está mais alta no horizonte.

domingo, 3 de julho de 2011

Observação do Céu


Dicas para observar o céu noturno

O MEIO MAIS FÁCIL de reconhecer as constelações é descobrir duas ou três estrelas imediatamente reconhecíveis e usá-las para encontrar os demais grupamentos de estrelas do céu. As Três Marias são um bom começo. Esse famoso asterismo celeste forma a cintura do gigante caçador Órion, bem visível nas noites de verão do Brasil.

Acompanhe na gravura abaixo. Uma linha através das Três Marias o leva a estrela Aldebaran, em Touro, e de lá para outro famoso asterismo, as Plêiades (também conhecidas como Sete Irmãs). Para o outro lado, você chegará em Sírius, de Cão Maior, a estrela mais brilhante do céu noturno.






Outras retas imaginárias o ajudarão a chegar em outras constelações e reconhecer outras estrelas. Use um planisfério celeste para aprender mais rápido. E não se confunda com os planetas! Eles são astros errantes, ora ficam do lado de uma estrela, ora as abandonam e seguem seu caminho.


Por estarem muito mais perto de nós que as estrelas, os planetas se movem noite após noite por entre o céu estrelado. Para encontrá-los siga estas dicas:
  • Planetas não cintilam como estrelas, a menos que estejam próximos do horizonte ou sejam observados sob uma atmosfera turbulenta/poluída.
  • Planetas seguem o mesmo caminho no céu por onde passaram o Sol e a Lua
    (a eclíptica). Você nunca verá Marte, por exemplo, perto do Cruzeiro do Sul.
  • Planetas são objetos extensos quando vistos numa luneta com magnificação de pelo menos 40 vezes (as estrelas sempre aparecem como pontos). Com uma luneta você distinguirá as fases de Vênus, o disco avermelhado de Marte, o sistema de satélites de Júpiter e os anéis de Saturno.
  • Imprima e use mapas celestes on line, como os fornecidos aqui. Eles fornecem a posição atual dos planetas no céu. Assim você não corre o risco de confundí-los com estrelas, especialmente se ainda não adquiriu experiência.
  • Não esqueça os planisférios celestes (como os que você pode baixar gratuitamente aqui). Ao contrário das cartas on line, eles não fornecem a localização de um planeta, mas lhe ajudarão muito para que você se familiarize cada vez mais com o céu noturno.
OS PLANETAS EM JULHO DE 2011
 astroevento
MercúrioVisível ao anoitecer na direção do pôr do Sol. Atinge a máxima elongação oriental no dia 20 (26,8º Leste). Passa próximo de Regulus (Alfa de Leão) no dia 26.
VênusVisível ao fim da madrugada, cada dia mais próximo ao Sol. Desaparece na última semana do mês.
MarteVisível em Touro, pouco antes do nascer do Sol. Dia 5 passa perto de Aldebaran (Alfa de Touro) e dia 27 fica à direita e abaixo da Lua.
JúpiterVisível em Áries, durante toda a madrugada.
SaturnoVisível em Virgem na primeira metade da noite (após o anoitecer já surge alto no céu).



Escolhendo o lugar
SEMPRE QUE VOCÊ FOR OBSERVAR O FIRMAMENTO, especialmente quando em busca de objetos de céu profundo como galáxias e nebulosas, é preferível deslocar-se para locais afastados, longe das luzes da cidade. Visite um local apropriado durante o dia e confira as condições de segurança e mobilidade, para que à noite você saiba o quanto pode se deslocar em volta do seu telescópio.


Você será capaz de enxergar mais estrelas quando seus olhos se adaptarem à escuridão, normalmente após uns vinte minutos sem luz artificial por perto. Ao consultar mapas e acessórios use uma pequena lanterna com o refletor encoberto com papel celofane vermelho.


Finalmente, apesar da Lua ser um dos astros mais fascinantes para observação astronômica, a luz do luar dificulta a visibilidade dos objetos mais débeis. Por isso, se o seu objetivo não é a própria Lua, procure observar nas noites sem luar.

Usando um mapa do céu
MUITOS DOS MILHARES DE PONTINHOS DE LUZ que vemos a noite no céu têm nome, classificam-se dentro de grupos maiores e todos seguem uma harmoniosa ordem universal. A descoberta do céu noturno é acessível a qualquer um de nós – e sempre vem acompanhada da mais pura satisfação.





 • Bananal/SP
  LLatitude: -22° 41’ 01’’
  Longitude: -44° 19’ 24’’
  Altitude: 454 metros

 Satélites (resultados do Heaves-above)
 Iridium Flares:  Próximas 24 horas | Próximos 7 dias
 10 dias de previsões para: ISS | Genesis-1 | Envisat | Hubble | NanoSail-D 
 Satélites de rádio amadores: Todas as passagens

 Mapas do Céu
 Mapa do céu 1 (Fourmilab)
 Mapa do céu 2 | Sol | Lua (Heavens above)
 Mapa do céu 3 (Neave Planetarium)

 Sistema Solar (ON):
 Ascensão Reta, Declinação, Nascer e o Ocaso
 Sol | Lua | Mercúrio | Vênus | Marte | Júpiter | Saturno

 Contagem do tempo (Heavens above)
 Hora local, Greenwich, hora sideral, dia Juliano etc

 Meteorologia
 Previsão do tempo (INPE)
 Previsão para observações (Astroweather Panel)
 Imagem de satélite (Neave Planetarium)

 Campo magnético (NOAA)








Planisférios



O PLANISFÉRIO CELESTE é o jeito mais prático de reconhecer as constelações. Afinal, os mapas celestes obtidos com os recursos acima tem uma desvantagem óbvia: eles são gerados para uma certa data e hora. Isso é ótimo para localizar um planeta ou outro astro errante, como os cometas. Mas só serve numa noite, num certo horário.


Se você quer ter a liberdade de pesquisar o céu em qualquer noite do ano e na hora que lhe for mais conveniente, o planisfério é a solução. Ele é uma esfera celeste planificada que deixa à mostra apenas a parte do céu visível ao longo do ano em uma determinada região da Terra.


Uma carta celeste comum também não consegue mostrar todas essas combinações ao mesmo tempo. Seria preciso ter várias a mão. Mas um planisfério celeste combina em um único dispositivo todas essas cartas – e de uma forma muito simples de montar e prática para usar e transportar.


A seguir, vínculos para algumas páginas que fornecem planisférios celestes gratuitos. Baixe, imprima, monte e observe! As instruções estão incluídas.

http://nio.astronomy.cz/om/




Medidas angulares

EM ASTRONOMIA DE POSIÇÃO, A MEDIDA DE DISTÂNCIA É O GRAU. É fácil de perceber o motivo. Toda a abóbada celeste (de um horizonte ao outro) abrange 180 graus. Do horizonte ao zênite temos a metade, 90º. É útil saber distâncias angulares ainda menores.

De sorte que para a maioria das pessoas a relação entre o largura da mão e o comprimento do braço é um valor constante. Assim, com o braço estendido, um adulto pode obter uma estimativa de valores angulares usando partes de sua mão como mostra a gravura abaixo.

Ao fecharmos a mão, o punho cobre um ângulo de cerca de 10º. Da mesma forma, com a mão aberta na direção do céu, a largura do dedo mínimo (ou a ponta do indicador ou ainda 1cm de uma régua) cobre um ângulo de 1º. Vários segmentos do dedo indicador também podem fornecer estimativas angulares muito úteis no reconhecimento
do céu. Mas é importante manter o braço estendido ao efetuar essas medidas.






Então Criançada
Aproveitem o céu de julho !!
Ele está lindo e bem limpinho
( sem nuvens)
Estas informações (e muito mais!!) encontram-se em:

Costa, J.R.V. Observação do céu. Astronomia no Zênite, out 2006. Disponível em: 

Visite-o!
                                 Profª Idalina


GUIA DO CÉU NOTURNO - MÊS DE JULHO

 Nos céus austrais ( do hemisfério Sul), a Via Láctea se estende de Sudoeste a Nordeste. as constelações zodiacais de Scorpius ( Escorpião) e Sagittarius ( Sagitário )  estão em altas na parte mais rica da Via Láctea.

Estrelas

A cauda curvada de Escorpião e o asterísmo conhecido como bule de chá, formado pelas principais estrelas de Sagitário estão praticamente no Zênite ( acima de sua cabeça ) para observadores do Sul.


IPC
( "Importante pra Caramba")

A Via Láctea é particularmente densa e brilhante em Scorpius e Sagittarius, porque esta é a direção do centro da nossa Galáxia.



Alpha e Beta de Centauros 
- Rigil Kentaurus e Hadar - estão a Sudoeste, apontando para Crux 
( Cruzeiro do Sul).




Spica de Virgo ( Virgem)

 Está no céu oriental




Arcturus de Boieiro  (Boötes)

Está a Noroeste




Objetos Profundo

Sagitário oferece uma bela seleção de objetos profundos, entre eles o aglomerado globular M22, visível a olho nu sob boas condições.



Em Escorpião 
Os aglomerados abertos M6 - O aglomerado da borboleta em Escorpião. 
E M7- O aglomerado de Ptolomeu.


O aglomerado da borboleta



O aglomerado de Ptolomeu.







Chuvas de Meteoros

Delta Aquarídeos , a melhor chuva de meteoros do Sul, é ativa em julho e agosto, atingindo um máximode cerca de 20 meteoros por hora, por volta de 29 julho, mas não muito brilhante. seu radiante situa-se na metade de Aquarius.

domingo, 12 de junho de 2011

Destaque do mês

Vida e carreira
Casado com Franciska de Fátima Cavalcanti, Marcos Pontes tem dois filhos e seus hobbies são musculação, futebol, violão, piano, desenhar e fazer pinturas em aquarela. Além destes hobbies, também de dedica ao radioamadorismo. Seu prefixo como radioamador é PY0AEB Seus pais Virgílio e Zuleika Pontes, moravam em Bauru. Foi piloto de caça da FAB, chegando ao posto de tenente-coronel.

[editar] Formação


Marcos Cesar Pontes, astronauta da Agência Espacial Brasileira (AEB)
Formou-se no Colégio Liceu Noroeste, em Bauru, estado de São Paulo, no ano de 1980. Em 1984, recebeu o bacharelado em tecnologia aeronáutica da Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga, São Paulo. Em 1989, Pontes iniciou o curso de engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, São Paulo, recebendo o título de engenheiro em 1993. Em 1998, Pontes tornou-se mestre em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, localizada em Monterrey, Califórnia.
Foi agraciado com a Medalha Santos Dumont e com a Medalha de Ouro Yuri Gagarin, pela Federação Aeronáutica Internacional.[1]
Como piloto da FAB possui mais de 1.900 horas de vôo[2] em mais de vinte modelos de jatos da frota da FAB[3].

[editar] Ingresso no programa espacial

Em junho de 1998, foi selecionado para o programa espacial da NASA, para a candidatura a que o país tinha direito no programa espacial do governo estadunidense, pelo fato de integrar o esforço multinacional de construção da Estação Espacial Internacional.
Iniciou o treinamento obrigatório em agosto daquele ano no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston. Em dezembro de 2000, ao concluir o curso, foi declarado oficialmente "astronauta da NASA".
Seu voo inaugural fora originalmente marcado para o ano de 2001, como parte da construção da Estação Espacial Internacional. Mais especificamente, o objetivo da missão seria transportar e instalar o módulo construído no Brasil (conhecido como "Express Pallet"). Problemas orçamentários da NASA forçaram, no entanto, o adiamento da missão para o ano de 2003. Ao se aproximar a data, persistentes problemas financeiros indicavam novo adiamento, mas o acidente que resultou na destruição do ônibus espacial Columbia, em fevereiro de 2003, suspendeu todos os vôos da NASA por tempo indeterminado.

[editar] Missão Centenário

Em 18 de Outubro de 2005, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos) assinaram um acordo que possibilitou a realização da primeira missão espacial tripulada brasileira, batizada como "Missão Centenário", em referência à comemoração dos cem anos do voo de Santos Dumont. A tripulação composta por Pontes, Jeffrey Williams, astronauta estadunidense e o russo Pavel Vinogradov, comandante da missão, decolou no dia 29 de março de 2006, às 23h30 (horário no Brasil), no Centro de Lançamento de Baikonur, no Cazaquistão.[4] Eles seguiram, na nave Soyuz TMA-8, para a Estação Espacial Internacional, levando 15 quilos de carga da Agência Espacial Brasileira, incluindo oito experimentos científicos criados por universidades e centros de pesquisas brasileiros. A missão, realizada com sucesso, teve duração de 10 dias, sendo dois dias a bordo da Soyuz e oito na ISS.
Missão
  • Idealização, Definição Geral e Responsável Legal:
Agência Espacial Brasileira (AEB)
  • Conteúdo Técnico-Científico e Coordenação Geral:
Gerência do Programa ISS da AEB
  • Criação, Preparação e Análise de Experimentos:
Universidades, Centros de Pesquisas, INPE
  • Tripulação Escalada pela AEB:
1) Marcos Cesar Pontes – Brasil 2) Sergei Volkov – Russo (backup)
Objetivos
  • Fomentar Pesquisas em Microgravidade no Brasil
  • Divulgar o Programa Espacial
  • Homenagem a Santos Dumont
  • Motivar futuro do Programa – Recursos Humanos

[editar] Retorno ao Brasil


Em 19 de outubro de 2009, na abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Foto:Wilson Dias/ABr.
No dia 20 de abril, Pontes foi homenageado na cidade de Brasília em solenidade da Agência Espacial Brasileira (AEB). recebendo do presidente Luís Inácio Lula da Silva a condecoração da Ordem Nacional do Mérito.
Em 21 de abril de 2006, retornou à sua cidade natal no interior do Estado de São Paulo, Bauru e foi recebido como herói, por um público de mais de 5 mil pessoas, com direito à apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Posteriormente participou de uma carreata no topo de um veículo do corpo de bombeiros, além de realizar uma palestra no Teatro Municipal.
Após seu retorno, solicitou a reserva da FAB, mas ainda trabalha para o Programa Espacial Brasileiro. Ele continua com as suas atividades no Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas, e está à disposição para futuros voos espaciais brasileiros.
Em 18 de maio de 2006, de acordo com o Diário Oficial da União, foi publicada sua transferência para a reserva remunerada da FAB.
Sua viagem à ISS custou aos cofres públicos cerca de 40 milhões de reais, entre pagamento da viagem e oito anos de treinamento na NASA. Em seu blog pessoal, Marcos Pontes rebateu vários desses questionamentos[5] explicando que a saída da Aeronáutica foi decidida em comum acordo com a corporação: "Do meu lado, porque, durante os oito anos em que passei na NASA treinando para minha missão, perdi uma série de cursos obrigatórios para oficiais de carreira. (...) Do lado da FAB porque a minha atuação em prol do programa espacial poderia ser muito mais efetiva se eu estivesse desligado da Aeronáutica".

[editar] Primeiro brasileiro no espaço

Em 29 de março de 2006, Marcos Pontes tornou-se o primeiro brasileiro e quinto latino-americano a ir ao Espaço. Os latino-americanos que já estiveram no Espaço:
Além destes, o argentino naturalizado americano Fernando Caldeiro chegou a ser escolhido como astronauta, mas morreu em 2009, sem ter participado de qualquer missão espacial.
(fonte:Wikipedia.)